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Anelog - Associação Nordestina de Logística

Gerenciamento da Cadeia de Suprimentos(CS) no petróleo e gás

por Carla Cristina de Almeida ESPECIALISTA EM LOGÍSTICA

Por ANELOG dia em Artigos

Gerenciamento da Cadeia de Suprimentos(CS) no petróleo e gás
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O processo de Gerenciamento da Cadeia de Suprimentos do pré-sal, abordará especificamente todos os importantes tópicos em um tema evidente e de grande importância para o nosso país. Este artigo apresenta qual a trajetória para um desempenho eficiente e eficaz no gerenciamento de materiais neste tipo de cadeia.

A administração da Cadeia de Suprimentos requer uma cooperação colaborativa de todos os integrantes que a compõem, fazendo com que todos trabalhem de forma ordenada, cada um executando seus procedimentos dentro dos limites operacionais, descentralizando as informações necessárias para que todas as etapas dos processos operacionais à efetivação da entrega do produto ou serviço final cheguem ao cliente.

Gerenciamento da cadeia de suprimentos é a coordenação estratégica e sistêmica das funções de negócio tradicionais bem como as ações táticas que perpassam essas funções numa companhia e através de negócios dentro da cadeia logística com o propósito de aprimorar a performance de longo prazo das companhias individualmente e da cadeia de suprimentos como um todo. (COUNCIL OF LOGISTICS MANAGEMENT, 2003, p.32).

Gerenciamento da Cadeia de Suprimentos(CS) no petróleo e gás
O pré sal brasileiro abrange a faixa litorânea que vai do sul do estado do Espírito Santo até o norte do estado de Santa Catarina. Divide-se em duas grandes bacias de abrangência: a Bacia de Campos com base operacional na cidade de Macaé e a Bacia de Santos com base operacional na cidade do Rio de Janeiro.

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A camada do pré sal encontra-se abaixo da camada de sal com mais de 2 mil metros de extensão e há uma profundidade de 7 mil metros do nível do mar.

A importância da logística multidisciplinar


Na definição de Dias, ele afirma que a logística é a soma das habilidades e competências das organizações, desde a aquisição da matéria prima na origem (fornecedor) até a chegada do desejo realizado ao seu destino final (consumidor):

A logística engloba o suprimento de materiais e componentes, a movimentação e o controle de produtos e o apoio ao esforço de vendas dos produtos finais, até a colocação do produto acabado para o consumidor. (DIAS, 2010, p.4).

Supply Chain Management


O foco da gestão da cadeia de suprimentos está na cooperação, na confiança e no reconhecimento de todos os interessados em gerir todos os componentes dos processos (produção, fornecedor, estoque, localização, transporte e informação) conectados de forma que a relação ganha-ganha entre os mesmos seja saudável e de melhoria constantes para todos, melhorando o fluxo total até que os produtos cheguem aos usuários finais.

A integração externa da cadeia significa desenvolver relacionamentos de cooperação com os diversos participantes baseados na confiança, na capacitação técnica e, sobretudo na troca de informações, podendo permitir também a eliminação de duplicidades, redução nos custos gerais, aceleração no aprendizado e customização dos serviços de suporte. (BRITO, 2014, p. 32).

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Cadeia de Abastecimento da realidade do pré sal


A realidade brasileira do pré-sal é bem distinta porque a exploração do subsolo submarino nacional está cada vez mais abrangente, onde as empresas responsáveis pela captura do petróleo, na camada mais profunda das bacias de Campos e de Santos acabam se tornando um paradoxo, pois ao mesmo tempo em que compreende grande desenvolvimento e rende uma lucratividade considerável, pode também se tornar uma ameaça ao meio ambiente como um todo caso a logística operacional não esteja alinhada com todos os interessados.

O encadeamento dos processos logísticos para o desenvolvimento da operação, levando o produto até o consumidor tem que ser bem apurado, com informações precisas e fidedignas, fazendo com que gargalos não aconteçam e as principais atividades dentro da cadeia aconteçam em sequência eficaz, gerando o comprometimento de todos os envolvidos, no fornecimento das informações necessárias para a finalização do processo até o destino final.

Dentro de um armazém logístico que estoca produtos para que as operações do pré-sal ocorram, as informações do estoque físico têm que ser as mesmas informações que estão contidas nos sistemas de redes de sistemas de informação, que ajudam na localização dinamizada do material dentro do estoque, assim como fornecem informações necessárias para a reposição de peças.

Para Russo (2013, p. 43), “a seleção de equipamentos para a movimentação de materiais deve sempre se pautar pela simplicidade, observando a relação entre o custo e o benefício”. 

Codificar um material significa representar todas as informações necessárias, suficientes e desejadas por meio de números e/ou letras com base na classificação obtida do material. Frequentemente, utilizam-se codificações que classifiquem os materiais em grupo ou famílias, subgrupos, classes, números sequenciais e dígitos de controle. (RUSSO, 2013, p. 87).

Os benefícios e os malefícios de um bom gerenciamento operacional na CS do pré-sal brasileiro


Acrescentando ao estoque de materiais aguardando a saída do depósito está a movimentação interna dos mesmos. Uma boa estratégia para facilitar esta movimentação é a guarda deles por prioridades ou maior utilização, ou seja, materiais que são mais requisitados com maior frequência ficam na frente da doca do galpão, próximos de seus equipamentos auxiliares que irão compor a peça como um todo e materiais menos utilizados ficam mais no fundo, para que não atrapalhe os equipamentos de movimentação interna no momento da coleta do pedido.

Outro aspecto muito importante e pontual na boa funcionalidade da cadeia de abastecimento do pré-sal brasileiro é com relação à frota que irá transportar os materiais solicitados pelas plataformas e suas referidas modalidades, pois como se tratam de equipamentos de pesagem alta, no momento da saída do armazém até a chegada ao destino final, a logística da utilização de modais diferentes tem que estar em sintonia com a programação da solicitação e chegada em tempo hábil.

Gerenciamento da Cadeia de Suprimentos(CS) no petróleo e gás

Gerenciamento da Cadeia de Suprimentos(CS) no petróleo e gás

O melhoramento da CS do pré-sal está na simplificação nos processos, maior confiabilidade das informações logísticas entre os executantes, redução da variabilidade e complexidade documental para não engessar o processo operacional diante de tantas burocracias, impactando na comunicação entre as partes, visto que onde muitas pessoas diferentes mechem e a informação não é repassada, a tendência é em algum momento o processo se perca diante de informações que ficam para trás, provocando gargalos operacionais.

Conclusão


Em se tratando de cadeia de valor o seu verdadeiro guia para que tenha um direcionamento correto e possa conseguir alcançar objetivos operacionais e financeiros são as pessoas, pois as organizações estão lidando com sistemas vivos, que são diariamente impulsionados pelas personalidades e comportamentos de seus colaboradores os quais estão sempre em atividade constante para o desenvolvimento e progresso das operações logísticas do pré-sal, tanto dentro quanto fora das empresas.

Atualmente, a globalização tornou os consumidores cada vez mais exigentes e atentos para os processos ambientais, fazendo com que as organizações tomassem mais cuidado na produção de seus produtos se utilizando da logística reversa de forma consciente para que, desta vez o “progresso” caminhe de forma eficiente e eficaz e se comprometa responsavelmente com as gerações futuras.

Em relação ao conteúdo abordado na cadeia de abastecimento de materiais do pré-sal, nota-se quem uma cadeia de suprimentos engloba todos os estágios envolvidos, direta ou indiretamente, no atendimento aos pedidos dos clientes. Desta forma, tem-se a certeza de que não se incluem neste processo somente fabricantes e fornecedores, mas também transportadoras, depósitos e os próprios clientes.

Referências
BRITO, Fernando Guiraud de; PAPPA, Márcia. Supply Chain Management: gestão da cadeia de suprimentos. Maringá: Nead, 2014.

DIAS, Marco Aurélio P. Administração de materiais: uma abordagem logística. 5 ed. São Paulo: Atlas, 2010.

RUSSO, Clovis Pires. Armazenagem, controle e distribuição. Curitiba: Intersaberes, 2013.

 

Todos os Artigos são de responsabilidade de seu autor

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