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Inteligência humana criando inteligência artificial: em que ponto estamos?

Acredito que a IA (Inteligência Artificial) seja a tecnologia que mais evoluiu nos últimos tempos, que recebe mais investimentos e que tem uma grande variedade de aplicações. Seu uso vem impulsionando a inovação em diferentes setores. Relatório recente do Gartner, denominado Top Strategic Technology Trends for 2022: Hyperautomation, aponta um investimento cada vez maior das empresas em hiperautomação (junção de IA e machine learning), com 65% das empresas participantes declarando que deverão aumentar seu ritmo de digitalização nos próximos anos.

Nas instituições bancárias, uma nova pesquisa da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) aponta que as tecnologias de segurança cibernética devem seguir como prioridade de investimento nestas entidades, sendo que todas as ouvidas em 2022 colocaram a IA como setor primordial, ao lado do 5G. E de acordo com o estudo “State of AI in Financial Services” da NVIDIA, a demanda do setor de serviços financeiros por usar a IA para a melhoria de serviços e redução de fraudes é crescente.

O que é Inteligência Artificial?

Por definição, Inteligência Artificial engloba a teoria e o desenvolvimento de sistemas computacionais capazes de realizar tarefas que normalmente requerem inteligência humana, como percepção visual, reconhecimento de fala, tomada de decisão e tradução entre idiomas, entre outros. No dia a dia brasileiro, algumas pessoas já têm o hábito de usar as assistentes pessoais, dispositivos que evoluíram bastante, que rodam sistemas de IA e que podem facilitar a rotina.

E há uma série de outras aplicações que nem todas as pessoas sabem que contam com IA por trás, desde reconhecimento facial e tradução automática de textos até o tagueamento automático de imagens e recomendações de conteúdos no streaming. Na área de serviços financeiros, o uso de deep learning tem gerado mais falsos positivos do que o esperado, mas tem reduzido drasticamente as fraudes. Na agricultura, o reconhecimento de imagens ajuda na análise das plantações e solos e possíveis focos de pragas e são grandes aliados dos agricultores. Na área de diagnósticos da saúde, a IA também tem ajudado muito. Com mais poder computacional e mais poder de armazenamento, a revolução é imensa no varejo online, com o uso de algoritmos que apresentam os produtos que mais procuramos.

Empreendimentos focados em IA

As tecnologias estão fervilhando, esteja a IA envolvida ou não, razão pela qual tantas startups estão emergindo todos os dias. E há muitos novos empreendimentos focados em IA, pois boa parte dos apps são construídos a partir dela. Apenas para citar um exemplo sobre a evolução desta tecnologia, havia um projeto chamado ImageNet, voltado a checar o quanto os computadores conseguiriam reconhecer uma imagem melhor que os humanos. Em 2011, os humanos reconheciam imagens 95% das vezes, em comparação a 75% pelos computadores. Já em 2015, os computadores ultrapassaram os humanos. A competição foi encerrada pois não fazia mais sentido continuar com o estudo.

Tecnologia e cadeia de suprimentos (supply chain) são indissociáveis. Na área da Logística, as possibilidades de uso da IA são imensas e devem envolver desde a administração de pedidos e inventário até rotas e operações. Há fatores ainda que devem direcionar a evolução futura que incluem outras tecnologias, desde IoT (Internet das Coisas), robótica e impressão 3D até blockchain, comércio eletrônico, drones e mais. Os avanços estão ocorrendo rapidamente e é fundamental que as empresas acompanhem as evoluções e possibilidades para a adoção de soluções que facilitem seu dia e dia e de seus clientes.

Quando pensamos em IA, tudo fica ainda mais interessante ao considerarmos as possibilidades de sua aplicação combinada a outras tecnologias, como computação em nuvem (cloud computing), 5G, IoT, edge computing e impressão 3D. Estas são tecnologias das quais só estamos começando a ver as primeiras aplicações na vida real. Você consegue imaginar?

Sobre a Luft Logistics — Desde que foi fundada, em 1975, a Luft Logistics especializou-se na implementação de soluções customizadas e exclusivas. A companhia desenvolve soluções inovadoras na área de armazenagem e transporte nos segmentos de saúde, agronegócio, varejo e e-commerce, agregando valor aos negócios de seus clientes. Ao longo de quatro décadas, a Luft cresceu, especializou-se e investiu expressivamente em todos os quesitos necessários a uma empresa líder na integração da cadeia logística de um país com dimensões continentais como o Brasil. Desde sistemas de qualidade, gerenciamento da informação, integração com o cliente e gestão de riscos, até automação dos processos, rastreabilidade, armazenagem e validação, a Luft posiciona-se como parceira por excelência na expansão dos negócios por meio de operações logísticas de alto padrão.

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ECONOMIA CIRCULAR

A ECONOMIA CIRCULAR!!

COM A PALAVRA,…. A ECONOMIA CIRCULAR!!

A Economia Circular é um conceito genial.
Para entendê-lo bem, entretanto, é conveniente lembrar do que ele não é. Em outras palavras – lembrar seu oposto, a chamada Economia Linear, que nada mais é do que a economia industrial tal qual a conhecemos. Um modelo produtivo clássico, sistêmico, onipresente, centenário, responsável pela prosperidade de muitas
organizações pós revolução industrial e cujo processo, também enriqueceu financeiramente muitas nações.

Todavia, trata-se de um design essencialmente ultrapassado considerando as demandas atuais e futuras da sociedade, visto que atua contra o mundo vivo cuja sustentabilidade só é possível, convertendo resíduos em materiais e produtos de potencial utilidade.

Então, o que estamos chamando de Economia Circular, é um novo modo de olhar para as organizações industriais e para os negócios em geral, reformatando radicalmente aquela cadeia anterior e transformando-a, de ciclo vicioso em virtuoso. O importante é que esse novo ciclo, deve ser capaz de reduzir drasticamente a quantidade de recursos naturais extraídos hoje, indiscriminadamente,
do planeta Terra para serem convertidos em matéria prima e dar início ao processo produtivo. Para isso, o desafio é aperfeiçoar continuamente todos os processos, senão vejamos:

▪ Extração de recursos naturais: desenvolver tecnologia que nos possibilite extrair cada vez menos com menor dano ambiental.

▪ Produção: desenvolver tecnologias que empreguem cada vez menos materiais, absorvam como matéria prima descartes de outros processos havidos anteriormente; fabriquem produtos cada vez mais duráveis e; reduzam de maneira contundente o desperdício na fase de fabricação e uso;

▪ Consumo: consumir somente o necessário; reaproveitar e compartilhar bens e serviços; consertar, reformar, refazer o que já está pronto; vender, alugar, emprestar ou fornecer de graça (a quem precisa), o que não será mais usado, ao invés de simplesmente descartar.

▪ Abandono: definitivamente, preferir produzir recicláveis em lugar de produzir lixo.

▪ Degradação: Preferir produtos biodegradáveis.

Em tese, estamos falando de Sustentabilidade, conceito com o qual a Economia Circular tem intimidade. Os famosos 3R da Sustentabilidade (Reduzir, Reutilizar e Reciclar) são o principal mote da Economia Circular. E neste conceito….

▪ os resíduos em geral passam a ser tratados como um recurso valioso;

▪ a coleta, a triagem e a reciclagem de produtos e materiais descartados devem ser adotadas como atividades rotineiras;

▪ os produtos e materiais passam a ser considerados, desde sua concepção inicial, como passíveis de alguma forma de reutilização quando chegaram ao fim de seu ciclo de vida útil.

A Economia Circular é – portanto, como vemos, muito mais do que uma simples mudança de perspectiva: ela é uma verdadeira mudança disruptiva de conceito, um novo modo de enxergar as coisas no mundo, de forma que sejam devidamente respeitados os limites que o planeta Terra nos impõe.

As nações, empresas e pessoas despertaram para a Economia Circular quando se tornou evidente que estamos consumindo mais recursos naturais não renováveis do que em qualquer outra época histórica; e – muito mais importante do que isso, é que estamos consumindo o planeta mais do que este tem condições de suportar. Em outras palavras, a capacidade e a velocidade de renovação ou regeneração dos recursos não renováveis do planeta já foi há muito suplantada pelo consumo desses recursos. Por causa disso, o impacto ambiental das atividades econômicas vai se tornando cada vez mais oneroso e insuportável.

A Terra se exaure e os reflexos disso são vistos no claro aumento na quantidade e na virulência dos fenômenos climatológicos que estamos tendo de enfrentar e cada vez mais impactantes, como: furacões, tsunamis, deslizamentos de terra, alagamentos, enchentes e outros eventos climáticos…

Nossa irracionalidade coletiva já vitimizou milhares de pessoas no mundo, inclusive no Brasil, onde tivemos ocorrências catastróficas, de triste lembrança, visto – Mariana, Brumadinho e, mais recentemente, a tragédia na histórica cidade de Petrópolis.

E, olhando o problema de frente, tristemente constatamos que avançamos até agora muito pouco. O mundo atual é apenas 9% circular; e nossa matriz de business é, portanto, quase que completamente linear. É uma situação que tende ainda a se agravar mais, caso nada fizermos a respeito.

Temos de pensar que, em 2050, nosso planeta deverá abranger 9 bilhões de almas, 1,5 bilhão mais do que indicam os sensos atuais. E que ainda estaremos produzindo cerca de 379kg de resíduo/habitante/ano (se não mais) e reciclando em média inexpressivos 4% disso!

Como fazer, então, para levar as pessoas a conscientizarem-se sobre esse grave problema? Como conseguir que coletivamente levemos a sério o novo paradigma? Como desenvolver um novo mindset para os negócios – em especial, os de transformação?

O conceito moderno da Economia Circular não se resume à adoção de novos métodos de produção ou à elevação da capacidade de reciclar rejeitos. Ele é bem mais complexo do que isso, requerendo medidas em diferentes áreas, dentre as quais ressaltam, especialmente: a adoção de uma nova inteligência de design; uma radical substituição de materiais e insumos; uma completa transformação no mindset das pessoas em relação ao consumo; uma reutilização de produtos descartados pelo redesign; um retorno a um modo mais conservador de encarar o conceito de valor.

Examinemos com exemplos práticos algumas dessas propostas:
Nova inteligência de design (Design Thinking) – Todos sabemos do enorme sucesso que as cápsulas de café fizeram, em poucos anos de presença no mercado. Elas surgiram para evitar desperdício de café.

Descobriu-se que a maior parte do café coado não era consumido, mas sim, jogado no ralo da pia. A cápsula de café veio corrigir isso! Radical substituição de materiais e insumos – Todavia, se o novo produto solucionou brilhantemente o problema do desperdício de café, criou um outro ainda maior: o que fazer com as embalagens após o uso? Compostas por vários produtos químicos, elas não podiam ser simplesmente jogadas no lixo, pelo grave impacto ambiental causado. Mas, por outro lado, tampouco era possível reciclá-las e reutilizá-las.

Como resolver essa equação? Em 2018 já havia 56 bilhões de cápsulas vazias descartadas em aterros sanitários. Para resolver o problema, algumas empresas tiveram ideias geniais. A fabricante de canivetes suíços Vitorinox e a sueca Vélosophy produtora de bicicletas, começaram a utilizar as cápsulas descartáveis de café na fabricação de seus produtos, refundindo e moldando o material em formato de carcaça de canivete e em quadro de bicicleta.
Transformação no mindset de consumo – Muitas pessoas no mundo estão deixando de lado a febre consumista, adotando uma atitude de minimalismo no consumo de bens e serviços.

Muitos estão se reeducando para consumir produtos biodegradáveis, para evitar lixo e reciclar; outros ainda para adotarem hábitos de vida mais condizentes com as necessidades do planeta, no que diz respeito ao comer, beber, dormir, vestir, morar, viajar, transporta-se, ou mesmo, relacionar-se.

Todas essas tendências acabam desembocando numa atitude fundamental de trocar a ideia de abundância (recursos inesgotáveis) pela ideia contrária, da escassez. O redesign passa a ser a tônica, substituindo o descarte puro e simples. O jogar fora ou pôr no lixo alguma coisa passa a ser considerado um indicativo de que houve, anteriormente, um erro de design, que não deve se repetir.

Por enquanto, em nenhum lugar do mundo o conceito de Economia Circular se encontra suficientemente desenvolvido; existem, talvez, alguns bolsões. Na Europa, onde o conceito surgiu, o movimento foi testado e colocado em prática de diversas formas. Por empresas, como modelo de negócio; pelo segmento acadêmico, na forma de pesquisas; e pelos governos. Desde 2014, existe um conjunto de normas da Comissão Europeia para seus países-membros sobre Economia Circular.
Enfim, isso posto, convido-o a refletir sobre o assunto!

A responsabilidade desse artigo é de exclusividade do seu autor.

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Logística de Flores

Logística de Flores

Holambra é um município brasileiro do estado de São Paulo fundada em 14 de julho de 1948, com mão de obra qualificada no setor agrícola, o município destaca-se como o maior centro de produção de flores plantas ornamentais da América Latina.

Com pouco mais de 11 mil habitantes, num território de 65 quilômetros quadrados, Holambra se situa na região administrativa de Campinas, a cidade   recebeu  Título de Capital Nacional da Flores, após a promulgação da Lei 12.428/11.

Dados apresentados pela IBRAFLOR (Instituto Brasileiro de Floricultura) estimava em crescimento de 15% no mercado de flores com previsões de alavancar o crescimento em 2022 de 12% a cima de 2021, resultados esses creditados que estão sendo creditados na melhoria da comercialização da cadeia de frios e na logística

Quais os métodos e formas de armazenamento de flores?

Segundo (NOWAK et al., 1991) “As flores são colocadas em uma câmara fria, com atmosfera artificial e controle preciso das concentrações de oxigênio (baixo) e gás carbônico (alto). Desta forma, consegue-se reduzir a taxa de respiração, reduzindo todos os processos metabólicos e inibindo a síntese e a ação do etileno”

Como armazenar flores comestíveis?

Segundo pesquisa desenvolvida pelo Embrapa  Hortaliças, flor comestível capuchinha (Tropaeolum majus) é rica em vitamina C e minerais, como potássio, cálcio e zinco, além de compostos sulfurosos benéficos ao sistema imunológico, e dura mais tempo se mantida em torno de 5ºC.

Como armazenar flores na câmara fria?

A câmara fria de armazenagem de flores e utilizada para controlar a temperatura do ambiente interno e assim mantendo sua qualidade original, pois o processo de refrigeração desacelera seu metabolismo

, fazendo com isso, que a qualidade do produto seja preservada até o momento de entrega a mesma ao cliente final

Como é feito o transporte de flores?

Veiling Holambra é um dos principais centros de distribuição  de flores e plantas ornamentais, onde possui  um sistema próprio de comercialização, o de pregão, por meio de um leilão de flores e plantas, compradores disputam lotes.

Sendo uma referência  na formação de preços Para o mercado brasileiro e uma  referência mundial para o segmento em países da América Latina e Europa, pois são  10 mil transações comerciais realizadas nos dias de maior movimento.

Apesar da Veiling Holambra não realizar o transporte a mesma presta assessoria a produtor de como as plantas devem ser transportadas.

Toda essa expertise permite apresentar as melhoras praticas para o transporte , que deve ser realizado através de caminhões com câmaras frias com baixa oscilação de temperaturas  e em baixa temperatura que permita manter as condições que as mesmas estavam no jardim, além te desenvolver

Como e feito o transporte de flores no modal Aéreo ?

No transporte aéreo, os seguintes produtos: Flores, plantas, alimentos, peixes e frutos do mar são exemplos de cargas perecíveis que possuem regras específicas de transporte

Para o transporte de flores a tabela de transporte aéreo apresenta um valor de tarifa que chamamos de “tarifa específica”.

Para esse tipo de transporte as embalagens, são caixas com isolamento térmico e preparadas para sobreviver à viagem sem danos, além também de receber um suplemento de sais minerais e suas raízes são envoltas por terra úmida.

Hoje em média são transportados 500 Kg de flores por dia no modal aéreo

Cada dia que passa conseguiremos verificar que a logística vem fazendo a diferença dentro das organizações e principalmente fazendo que os produtos e serviços cheguem da melhor maneira possível para o cliente final.

 

A responsabilidade desse artigo é de exclusividade do seu autor.