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Inteligência humana criando inteligência artificial: em que ponto estamos?

Acredito que a IA (Inteligência Artificial) seja a tecnologia que mais evoluiu nos últimos tempos, que recebe mais investimentos e que tem uma grande variedade de aplicações. Seu uso vem impulsionando a inovação em diferentes setores. Relatório recente do Gartner, denominado Top Strategic Technology Trends for 2022: Hyperautomation, aponta um investimento cada vez maior das empresas em hiperautomação (junção de IA e machine learning), com 65% das empresas participantes declarando que deverão aumentar seu ritmo de digitalização nos próximos anos.

Nas instituições bancárias, uma nova pesquisa da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) aponta que as tecnologias de segurança cibernética devem seguir como prioridade de investimento nestas entidades, sendo que todas as ouvidas em 2022 colocaram a IA como setor primordial, ao lado do 5G. E de acordo com o estudo “State of AI in Financial Services” da NVIDIA, a demanda do setor de serviços financeiros por usar a IA para a melhoria de serviços e redução de fraudes é crescente.

O que é Inteligência Artificial?

Por definição, Inteligência Artificial engloba a teoria e o desenvolvimento de sistemas computacionais capazes de realizar tarefas que normalmente requerem inteligência humana, como percepção visual, reconhecimento de fala, tomada de decisão e tradução entre idiomas, entre outros. No dia a dia brasileiro, algumas pessoas já têm o hábito de usar as assistentes pessoais, dispositivos que evoluíram bastante, que rodam sistemas de IA e que podem facilitar a rotina.

E há uma série de outras aplicações que nem todas as pessoas sabem que contam com IA por trás, desde reconhecimento facial e tradução automática de textos até o tagueamento automático de imagens e recomendações de conteúdos no streaming. Na área de serviços financeiros, o uso de deep learning tem gerado mais falsos positivos do que o esperado, mas tem reduzido drasticamente as fraudes. Na agricultura, o reconhecimento de imagens ajuda na análise das plantações e solos e possíveis focos de pragas e são grandes aliados dos agricultores. Na área de diagnósticos da saúde, a IA também tem ajudado muito. Com mais poder computacional e mais poder de armazenamento, a revolução é imensa no varejo online, com o uso de algoritmos que apresentam os produtos que mais procuramos.

Empreendimentos focados em IA

As tecnologias estão fervilhando, esteja a IA envolvida ou não, razão pela qual tantas startups estão emergindo todos os dias. E há muitos novos empreendimentos focados em IA, pois boa parte dos apps são construídos a partir dela. Apenas para citar um exemplo sobre a evolução desta tecnologia, havia um projeto chamado ImageNet, voltado a checar o quanto os computadores conseguiriam reconhecer uma imagem melhor que os humanos. Em 2011, os humanos reconheciam imagens 95% das vezes, em comparação a 75% pelos computadores. Já em 2015, os computadores ultrapassaram os humanos. A competição foi encerrada pois não fazia mais sentido continuar com o estudo.

Tecnologia e cadeia de suprimentos (supply chain) são indissociáveis. Na área da Logística, as possibilidades de uso da IA são imensas e devem envolver desde a administração de pedidos e inventário até rotas e operações. Há fatores ainda que devem direcionar a evolução futura que incluem outras tecnologias, desde IoT (Internet das Coisas), robótica e impressão 3D até blockchain, comércio eletrônico, drones e mais. Os avanços estão ocorrendo rapidamente e é fundamental que as empresas acompanhem as evoluções e possibilidades para a adoção de soluções que facilitem seu dia e dia e de seus clientes.

Quando pensamos em IA, tudo fica ainda mais interessante ao considerarmos as possibilidades de sua aplicação combinada a outras tecnologias, como computação em nuvem (cloud computing), 5G, IoT, edge computing e impressão 3D. Estas são tecnologias das quais só estamos começando a ver as primeiras aplicações na vida real. Você consegue imaginar?

Sobre a Luft Logistics — Desde que foi fundada, em 1975, a Luft Logistics especializou-se na implementação de soluções customizadas e exclusivas. A companhia desenvolve soluções inovadoras na área de armazenagem e transporte nos segmentos de saúde, agronegócio, varejo e e-commerce, agregando valor aos negócios de seus clientes. Ao longo de quatro décadas, a Luft cresceu, especializou-se e investiu expressivamente em todos os quesitos necessários a uma empresa líder na integração da cadeia logística de um país com dimensões continentais como o Brasil. Desde sistemas de qualidade, gerenciamento da informação, integração com o cliente e gestão de riscos, até automação dos processos, rastreabilidade, armazenagem e validação, a Luft posiciona-se como parceira por excelência na expansão dos negócios por meio de operações logísticas de alto padrão.

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ECONOMIA CIRCULAR

A ECONOMIA CIRCULAR!!

COM A PALAVRA,…. A ECONOMIA CIRCULAR!!

A Economia Circular é um conceito genial.
Para entendê-lo bem, entretanto, é conveniente lembrar do que ele não é. Em outras palavras – lembrar seu oposto, a chamada Economia Linear, que nada mais é do que a economia industrial tal qual a conhecemos. Um modelo produtivo clássico, sistêmico, onipresente, centenário, responsável pela prosperidade de muitas
organizações pós revolução industrial e cujo processo, também enriqueceu financeiramente muitas nações.

Todavia, trata-se de um design essencialmente ultrapassado considerando as demandas atuais e futuras da sociedade, visto que atua contra o mundo vivo cuja sustentabilidade só é possível, convertendo resíduos em materiais e produtos de potencial utilidade.

Então, o que estamos chamando de Economia Circular, é um novo modo de olhar para as organizações industriais e para os negócios em geral, reformatando radicalmente aquela cadeia anterior e transformando-a, de ciclo vicioso em virtuoso. O importante é que esse novo ciclo, deve ser capaz de reduzir drasticamente a quantidade de recursos naturais extraídos hoje, indiscriminadamente,
do planeta Terra para serem convertidos em matéria prima e dar início ao processo produtivo. Para isso, o desafio é aperfeiçoar continuamente todos os processos, senão vejamos:

▪ Extração de recursos naturais: desenvolver tecnologia que nos possibilite extrair cada vez menos com menor dano ambiental.

▪ Produção: desenvolver tecnologias que empreguem cada vez menos materiais, absorvam como matéria prima descartes de outros processos havidos anteriormente; fabriquem produtos cada vez mais duráveis e; reduzam de maneira contundente o desperdício na fase de fabricação e uso;

▪ Consumo: consumir somente o necessário; reaproveitar e compartilhar bens e serviços; consertar, reformar, refazer o que já está pronto; vender, alugar, emprestar ou fornecer de graça (a quem precisa), o que não será mais usado, ao invés de simplesmente descartar.

▪ Abandono: definitivamente, preferir produzir recicláveis em lugar de produzir lixo.

▪ Degradação: Preferir produtos biodegradáveis.

Em tese, estamos falando de Sustentabilidade, conceito com o qual a Economia Circular tem intimidade. Os famosos 3R da Sustentabilidade (Reduzir, Reutilizar e Reciclar) são o principal mote da Economia Circular. E neste conceito….

▪ os resíduos em geral passam a ser tratados como um recurso valioso;

▪ a coleta, a triagem e a reciclagem de produtos e materiais descartados devem ser adotadas como atividades rotineiras;

▪ os produtos e materiais passam a ser considerados, desde sua concepção inicial, como passíveis de alguma forma de reutilização quando chegaram ao fim de seu ciclo de vida útil.

A Economia Circular é – portanto, como vemos, muito mais do que uma simples mudança de perspectiva: ela é uma verdadeira mudança disruptiva de conceito, um novo modo de enxergar as coisas no mundo, de forma que sejam devidamente respeitados os limites que o planeta Terra nos impõe.

As nações, empresas e pessoas despertaram para a Economia Circular quando se tornou evidente que estamos consumindo mais recursos naturais não renováveis do que em qualquer outra época histórica; e – muito mais importante do que isso, é que estamos consumindo o planeta mais do que este tem condições de suportar. Em outras palavras, a capacidade e a velocidade de renovação ou regeneração dos recursos não renováveis do planeta já foi há muito suplantada pelo consumo desses recursos. Por causa disso, o impacto ambiental das atividades econômicas vai se tornando cada vez mais oneroso e insuportável.

A Terra se exaure e os reflexos disso são vistos no claro aumento na quantidade e na virulência dos fenômenos climatológicos que estamos tendo de enfrentar e cada vez mais impactantes, como: furacões, tsunamis, deslizamentos de terra, alagamentos, enchentes e outros eventos climáticos…

Nossa irracionalidade coletiva já vitimizou milhares de pessoas no mundo, inclusive no Brasil, onde tivemos ocorrências catastróficas, de triste lembrança, visto – Mariana, Brumadinho e, mais recentemente, a tragédia na histórica cidade de Petrópolis.

E, olhando o problema de frente, tristemente constatamos que avançamos até agora muito pouco. O mundo atual é apenas 9% circular; e nossa matriz de business é, portanto, quase que completamente linear. É uma situação que tende ainda a se agravar mais, caso nada fizermos a respeito.

Temos de pensar que, em 2050, nosso planeta deverá abranger 9 bilhões de almas, 1,5 bilhão mais do que indicam os sensos atuais. E que ainda estaremos produzindo cerca de 379kg de resíduo/habitante/ano (se não mais) e reciclando em média inexpressivos 4% disso!

Como fazer, então, para levar as pessoas a conscientizarem-se sobre esse grave problema? Como conseguir que coletivamente levemos a sério o novo paradigma? Como desenvolver um novo mindset para os negócios – em especial, os de transformação?

O conceito moderno da Economia Circular não se resume à adoção de novos métodos de produção ou à elevação da capacidade de reciclar rejeitos. Ele é bem mais complexo do que isso, requerendo medidas em diferentes áreas, dentre as quais ressaltam, especialmente: a adoção de uma nova inteligência de design; uma radical substituição de materiais e insumos; uma completa transformação no mindset das pessoas em relação ao consumo; uma reutilização de produtos descartados pelo redesign; um retorno a um modo mais conservador de encarar o conceito de valor.

Examinemos com exemplos práticos algumas dessas propostas:
Nova inteligência de design (Design Thinking) – Todos sabemos do enorme sucesso que as cápsulas de café fizeram, em poucos anos de presença no mercado. Elas surgiram para evitar desperdício de café.

Descobriu-se que a maior parte do café coado não era consumido, mas sim, jogado no ralo da pia. A cápsula de café veio corrigir isso! Radical substituição de materiais e insumos – Todavia, se o novo produto solucionou brilhantemente o problema do desperdício de café, criou um outro ainda maior: o que fazer com as embalagens após o uso? Compostas por vários produtos químicos, elas não podiam ser simplesmente jogadas no lixo, pelo grave impacto ambiental causado. Mas, por outro lado, tampouco era possível reciclá-las e reutilizá-las.

Como resolver essa equação? Em 2018 já havia 56 bilhões de cápsulas vazias descartadas em aterros sanitários. Para resolver o problema, algumas empresas tiveram ideias geniais. A fabricante de canivetes suíços Vitorinox e a sueca Vélosophy produtora de bicicletas, começaram a utilizar as cápsulas descartáveis de café na fabricação de seus produtos, refundindo e moldando o material em formato de carcaça de canivete e em quadro de bicicleta.
Transformação no mindset de consumo – Muitas pessoas no mundo estão deixando de lado a febre consumista, adotando uma atitude de minimalismo no consumo de bens e serviços.

Muitos estão se reeducando para consumir produtos biodegradáveis, para evitar lixo e reciclar; outros ainda para adotarem hábitos de vida mais condizentes com as necessidades do planeta, no que diz respeito ao comer, beber, dormir, vestir, morar, viajar, transporta-se, ou mesmo, relacionar-se.

Todas essas tendências acabam desembocando numa atitude fundamental de trocar a ideia de abundância (recursos inesgotáveis) pela ideia contrária, da escassez. O redesign passa a ser a tônica, substituindo o descarte puro e simples. O jogar fora ou pôr no lixo alguma coisa passa a ser considerado um indicativo de que houve, anteriormente, um erro de design, que não deve se repetir.

Por enquanto, em nenhum lugar do mundo o conceito de Economia Circular se encontra suficientemente desenvolvido; existem, talvez, alguns bolsões. Na Europa, onde o conceito surgiu, o movimento foi testado e colocado em prática de diversas formas. Por empresas, como modelo de negócio; pelo segmento acadêmico, na forma de pesquisas; e pelos governos. Desde 2014, existe um conjunto de normas da Comissão Europeia para seus países-membros sobre Economia Circular.
Enfim, isso posto, convido-o a refletir sobre o assunto!

A responsabilidade desse artigo é de exclusividade do seu autor.

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Logística de Flores

Logística de Flores

Holambra é um município brasileiro do estado de São Paulo fundada em 14 de julho de 1948, com mão de obra qualificada no setor agrícola, o município destaca-se como o maior centro de produção de flores plantas ornamentais da América Latina.

Com pouco mais de 11 mil habitantes, num território de 65 quilômetros quadrados, Holambra se situa na região administrativa de Campinas, a cidade   recebeu  Título de Capital Nacional da Flores, após a promulgação da Lei 12.428/11.

Dados apresentados pela IBRAFLOR (Instituto Brasileiro de Floricultura) estimava em crescimento de 15% no mercado de flores com previsões de alavancar o crescimento em 2022 de 12% a cima de 2021, resultados esses creditados que estão sendo creditados na melhoria da comercialização da cadeia de frios e na logística

Quais os métodos e formas de armazenamento de flores?

Segundo (NOWAK et al., 1991) “As flores são colocadas em uma câmara fria, com atmosfera artificial e controle preciso das concentrações de oxigênio (baixo) e gás carbônico (alto). Desta forma, consegue-se reduzir a taxa de respiração, reduzindo todos os processos metabólicos e inibindo a síntese e a ação do etileno”

Como armazenar flores comestíveis?

Segundo pesquisa desenvolvida pelo Embrapa  Hortaliças, flor comestível capuchinha (Tropaeolum majus) é rica em vitamina C e minerais, como potássio, cálcio e zinco, além de compostos sulfurosos benéficos ao sistema imunológico, e dura mais tempo se mantida em torno de 5ºC.

Como armazenar flores na câmara fria?

A câmara fria de armazenagem de flores e utilizada para controlar a temperatura do ambiente interno e assim mantendo sua qualidade original, pois o processo de refrigeração desacelera seu metabolismo

, fazendo com isso, que a qualidade do produto seja preservada até o momento de entrega a mesma ao cliente final

Como é feito o transporte de flores?

Veiling Holambra é um dos principais centros de distribuição  de flores e plantas ornamentais, onde possui  um sistema próprio de comercialização, o de pregão, por meio de um leilão de flores e plantas, compradores disputam lotes.

Sendo uma referência  na formação de preços Para o mercado brasileiro e uma  referência mundial para o segmento em países da América Latina e Europa, pois são  10 mil transações comerciais realizadas nos dias de maior movimento.

Apesar da Veiling Holambra não realizar o transporte a mesma presta assessoria a produtor de como as plantas devem ser transportadas.

Toda essa expertise permite apresentar as melhoras praticas para o transporte , que deve ser realizado através de caminhões com câmaras frias com baixa oscilação de temperaturas  e em baixa temperatura que permita manter as condições que as mesmas estavam no jardim, além te desenvolver

Como e feito o transporte de flores no modal Aéreo ?

No transporte aéreo, os seguintes produtos: Flores, plantas, alimentos, peixes e frutos do mar são exemplos de cargas perecíveis que possuem regras específicas de transporte

Para o transporte de flores a tabela de transporte aéreo apresenta um valor de tarifa que chamamos de “tarifa específica”.

Para esse tipo de transporte as embalagens, são caixas com isolamento térmico e preparadas para sobreviver à viagem sem danos, além também de receber um suplemento de sais minerais e suas raízes são envoltas por terra úmida.

Hoje em média são transportados 500 Kg de flores por dia no modal aéreo

Cada dia que passa conseguiremos verificar que a logística vem fazendo a diferença dentro das organizações e principalmente fazendo que os produtos e serviços cheguem da melhor maneira possível para o cliente final.

 

A responsabilidade desse artigo é de exclusividade do seu autor.

CAPA

Desafios para as pequenas e médias empresas do setor de logística e transporte

O ano de 2021 deverá ser um pouco melhor que o ano anterior para o profissional das PME’s das áreas de Logística e Transportes. Entretanto, apesar de um horizonte relativamente positivo, é preciso tomar cuidado com algumas “armadilhas” e se preparar para os novos desafios com criatividade competitiva.

O mercado, de modo geral, ainda navegará em ritmo lento, à mercê das disputas políticas, e dos mínimos investimentos em infraestrutura. Aos poucos a corrupção e a pouca vergonha estão sendo substituídas por trabalho, ética e dignidade com probabilidade para sentir a brisa do crescimento, torcendo por uma taxa de expansão da economia perto de 1% ao ano.

Se não implementarmos uma política concreta de investimentos na infraestrutura de transportes, inexoravelmente enfrentaremos um novo apagão logístico, envolvendo principalmente, os portos e as rodovias, por onde transitam cerca de 80% da produção brasileira.

É fundamental que os recursos da CIDE sejam realmente aplicados na infraestrutura de transportes, aprimorando as eficiências e fortalecendo o cumprimento dos prazos de entrega.

O mercado de prestação de serviços de logística e transporte continuará a evoluir, apesar da falta de contratos formais ou contratos desiguais, que não estimularão o desenvolvimento de parcerias em médio e longo prazo, impossibilitando uma rentabilidade adequada ao transportador ou ao operador logístico, reforçando a “comoditização” dos serviços. O fato de muitas empresas recorrerem, cada vez mais, às nocivas práticas de licitações eletrônicas levará a um “nivelamento por baixo”, contribuindo celeremente para o incremento da mortalidade das empresas de logística e transportes de pequeno porte.

Nos próximos anos, o principal desafio para o setor de logística e transporte será a relação nível de serviço x custos. Este desafio deverá se estender por mais alguns anos, induzindo uma maior profissionalização das empresas do setor de logística e transportes. Na caminhada, muitas delas sucumbirão diante dos novos desafios, principalmente aquelas fortemente enraizadas na cultura da prestação de serviços exclusivamente aos ativos operacionais.

Erros na elaboração dos preços, falhas no processo de cubagem, excessiva concentração de cargas no final do mês e dificuldade em otimizar as rotas e veículos reduzirão a margem de lucratividade das empresas de transporte, comprometendo a gestão do fluxo de caixa das transportadoras, cada vez com a maior necessidade de recorrerem a empréstimos bancários ou se desfazendo de ativos operacionais. Será cada vez mais frequente presenciarmos as transportadoras não participando dos processos de cotação, até mesmo rejeitando cargas poucas ou nada lucrativas.

Em médio prazo, as empresas precisarão desenvolver uma nova capacidade técnica, a da gestão de terceiros, ou delegar a operadores logísticos especializados essa atividade, em um contexto mais amplo, o da gestão de transportes.

Os armazéns ainda serão um gigantesco problema para as empresas. Investimentos em infraestrutura de movimentação e armazenagem de materiais, bem como a sua informatização deverão, desde já, estar contemplados no plano estratégico da empresa, objetivando cenários futuros para o período 2021/2024.

Daqui para frente, especial atenção deverá ser dada à gestão dos estoques e insumos produtivos, embalagens, produtos em processo, produtos acabados e itens para manutenção e reparo. Chegamos ao limite da redução de custos logísticos através dos fretes e, a partir de agora, as empresas precisarão ser mais criativas e voltar as suas atenções para os seus processos de previsão de demanda, programação de produção, administração de compras e planejamento dos estoques, dentro de uma cultura de fluxo contínuo, no modelo just in time desenvolvido pela Toyota e, principalmente, no uso do sistema Lean, visando eliminar os desperdícios e tudo o mais que não agrega valor para o cliente. Tais procedimentos requererão dos profissionais de logística um amplo conhecimento técnico, envolvendo estatística, matemática financeira e pesquisa operacional, além, é claro, do domínio dos conceitos básicos e avançados de gestão da cadeia logística integrada (supply chain).

Uma visão gerencial de custos também será importantíssima e, se possível, dentro de uma estratégia realista, como a propagada pelas técnicas de custeio ABC (activity-based costing).

O ano de 2021 será bastante agitado para as empresas dependentes do comércio internacional. Destacar-se-ão não apenas os tradicionais setores de bens de capital, automotivo, combustíveis, lubrificantes e insumos industriais (principalmente o químico), mais também o setor de bens de consumo, alimentos e bebidas, a depender principalmente do crescimento dos países considerados de primeiro mundo.

Embora tenhamos um recorde de exportações baseado na flutuação do dólar, e tenhamos apresentado um pequeno aumento na participação de produtos manufaturados no total exportado, a base de empresas exportadoras continuará a se reduzir, ficando cada vez mais restrita e concentrada em grandes empresas. Setores como o têxtil, calçados e moveis apresentarão queda nas exportações. As exportações deverão apresentar um pequeno aumento devido, principalmente pela desvalorização do real e do menor crescimento da economia mundial.

As empresas precisarão estreitar laços com parceiros confiáveis na gestão da logística internacional, para garantir um nível de serviço adequado no atendimento dos prazos estipulados nos contratos de exportação, evitando paralisações em linhas produtivas, ou a redução de vendas em decorrência de problemas ou atrasos na importação.

Há muito que fazer para 2021. Uma nova realidade vem se abrindo para os profissionais de logística. Outros desafios para o setor de logística e transporte estão surgindo e, neste novo contexto, o papel do capital humano e da tecnologia será de suma importância para a manutenção da competitividade nos mercados envolvidos.

 

Design sem nome (1)

Gargalos nos transportes

As empresas brasileiras gastam 56% a mais que as norte-americanas para fazer com que a produção alcance o destino final. Por conta das incertezas e atrasos na movimentação de mercadorias, mantem estoques por mais de vinte dias, prazo superior aos das empresas americanas. No agronegócio brasileiro, por conta da deficiência no transporte, calcula-se que R$ 4,5 bilhões sejam perdidos anualmente. Apesar de todo o esforço da equipe do Ministério de Infraestrutura na recuperação de estradas, portos, aeroportos e ferrovias, a defasagem é muito grande. Com 8,5 milhões de quilômetros quadrados e uma das maiores economias no mundo, o Brasil possui um sistema de transporte caótico e sem planejamento que leve em conta a racionalidade. Apesar do frete mais elevado, a maioria dos empresários dão preferência ao transporte rodoviário. Isso é atribuído a falta de regularidade da oferta dos transportes marítimo e ferroviário, que se caracterizam pela lentidão a que são submetidas as cargas. Além disso, há déficit de caminhões e faltam estradas. A malha rodoviária brasileira possui extensão de 1,7 milhão de quilômetros, sendo que somente cerca de 221 mil são pavimentados e boa parte em mau estado de conservação. Nessa condição, o consumo de combustível se eleva 57 % acima do normal, aumentando em 37% os custos operacionais. Em consequência, o frete custa 40 % a mais, dinheiro repassado para o consumidor final. Desse modo, a parcela de carga que seria destinada às ferrovias e aos portos tem sido desviada para as rodovias, num efeito economicamente negativo com o aumento do frete. O setor ferroviário está sendo reativado, mas obstáculos poderão comprometer o seu crescimento futuro, como a paralização das obras das ferrovias Ferrogrão e o ramal Salgueiro – PE a SUAPE – PE da Transnordestina. A extensão das ferrovias é de 29.817 quilômetros e calcula-se que um país das dimensões do Brasil deveria ter 52 mil quilômetros. Por tudo isso, os especialistas apontam que as ferrovias chegaram ao seu limite de transporte. O traçado da malha é 30 % mais longo do que as rodovias devido às sinuosidades e fortes rampas. As distâncias diferentes entre trilhos (bitola) ao longo das ferrovias provocam transbordo para troca de máquina e vagões. A velocidade média dos trens brasileiros de 25 Km/h é muito baixa, comprometendo a produtividade. Além disso, merece solução urgente e os transtornos causados pelas 434 invasões de faixa de domínio e 2.611 passagens de nível em situação crítica. Com relação aos portos, cerca de 47 no país onde passam 95 % das mercadorias de importação e exportação. A maioria dos portos nacional opera a 80 % a 90 % de sua capacidade, o que reduz sua eficiência. Nos portos da Europa, a média de eficiência se encontra em 50% da capacidade. No Porto de Roterdã são movimentados 40 contêineres por hora e, no Porto de Rio Grande -RS são movimentados 30 contêineres. O Porto de Xangai é o 1° lugar no mundo de movimentação de contêineres com 37 milhões de TEUS o Porto de Santos é o 39° com 4 milhões de TEUS. A falta de automação portuária e um excesso de funcionários, trás uma ineficiência muito grande. Quanto as hidrovias, o Brasil apesar de ter uma extensão privilegiada de 42,8 mil quilômetros, somente 8,5 mil são utilizados comercialmente. Os investimentos são pequenos para as enormes necessidades do setor. Para ampliar o potencial da malha fluvial, são necessárias eclusas nas usinas hidrelétricas que interrompem a rota das embarcações. Também há pontes com os vãos muito baixos em alguns trechos. Quanto ao sistema aéreo, um dos postulados da aviação comercial garante que existe uma ligação direta entre o comportamento do produto interno bruto e os resultados alcançados pelas companhias aéreas. Cresce o PIB, a demanda de passageiros e os lucros aumentam nos balanços das empresas. O tráfego aéreo brasileiro aumenta ao ritmo de 9% ao ano, e a previsão é de que o transporte por aviões aumente esse percentual pós pandemia. Em razão desse descompasso de investimentos do governo e as necessidades de portos, aeroportos, hidrovias, ferrovias e rodovias, na recente revisão do Plano Nacional de Logística e Transportes, o valor está na ordem de R$ 1,7 trilhão.

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Logística de Suprimentos como forma de gerar Competitividade

As constantes transformações estruturais que o mundo vem passando estão provocando forte impacto nos países, nas organizações e nas pessoas. São mudanças econômicas, políticas, sociais e tecnológicas que, se não forem adequadamente tratadas, poderão conduzir ao absolutismo ou, até mesmo, à falência dos órgãos públicos estatais ou privados.

Um fato preocupante é que, na maioria das organizações, principalmente de pequeno e médio porte, o seu corpo diretivo e gerencial ainda não despertou para o “momento atual” e, adicionalmente, quase sempre reage às mudanças, seja por desconhecimento, insegurança, receio de perda de poder, inércia ou porque não tem tecnologia gerencial adaptada à sua realidade. A moderna visão da administração empresarial parte do enfoque sistêmico para o estudo da estrutura e da funcionalidade da empresa e do seu inter-relacionamento com o meio socioeconômico.

Dessa forma, a empresa é analisada e estruturada tendo em vista os objetivos propostos em relação ao sistema socioeconômico e à coordenação de insumos necessários à obtenção desses objetivos. Segundo esta premissa, a ação administrativa é determinada pela necessidade de coordenação dos insumos que compõem o sistema-empresa para que sejam atingidos os objetivos. Essa coordenação implica necessariamente no estabelecimento de normas operacionais para as diversas atividades (meios), autorregulando-se em função dos programas traçados.

Assim como todos os outros componentes do sistema, os insumos “materiais” (matérias-primas, materiais secundários) carecem de uma coordenação específica, integrada a administração geral, de forma a permitir racionalização de sua manipulação. Portanto, as compras, a recepção, estocagem e o suprimento desses materiais devem ser considerados como atividades integrantes do sistema da empresa, e como tais, estudadas e racionalizadas. É indispensável ter em mente, que a logística de suprimentos compõe apenas um dos subsistemas do complexo sistema-empresa, cuja eficácia depende diretamente de cada subsistema em particular e da boa coordenação de seus inter-relacionamentos.

O principal objetivo da Logística de Suprimentos é garantir o abastecimento da empresa ao menor custo. Isto implica em criar condições gerenciais para redução do custo material. Na gestão das compras, procura-se reduzir os custos da aquisição através da adoção de estratégias de suprimentos, reduzindo o custo de armazenamento através da redução dos níveis de estoque e de boas negociações com os fornecedores para a redução do preço de aquisição dos produtos.

É preciso lembrar que pelo setor de compras flui grande parte do capital de giro de uma empresa, sendo, portanto, compreensível que a tendência seja para racionalizar sempre mais essa importante atividade de apoio. “Melhores compras resultam em maiores lucros para a empresa”.

Assim é que a Logística de Suprimentos, através da sua atividade compras é tão importante para empresa como são as atividades de produção e venda. O objetivo básico da compra reside em se alcançar um bom preço, todavia, o preço baixo não há de ser o único ponto a ser considerado quando se compra. Outros fatores, tais como a qualidade, prazos de entrega, condições de pagamento, garantias e assistência técnica devem ser observados quando da realização de um compra. Os objetivos das compras devem estar alinhados com os objetivos gerais da empresa. Muitas vezes “uma boa compra” ameaça a estrutura financeira da empresa, pois o excesso de recursos imobilizados implica da redução de seu capital de giro e compromete a rentabilidade. Tudo o que for comprado deve ter as seguintes características: ter a qualidade especificada; ser entregue no prazo pedido; ter um preço justo; ser vendável; ter rápida reposição de estoque (rotatividade); ter um preço que possibilite a venda com uma certa margem de lucro (lucratividade); não dar reclamações por parte do cliente/consumidor. Do que foi dito acima, pode-se ver a importância de uma administração planejada das compras, pois compras mal feitas trazem complicações na manutenção, no funcionamento das vendas e na expansão da empresa.

Na atualidade, a função Compras é vista como parte do processo logístico (Supply Chain). Portanto, uma boa administração das compras tem os seguintes objetivos: eliminar erros nas compras de material, suprimentos, máquinas e mercadorias; eliminar perdas de material; evitar interrupções no processo de produção; manter um estoque a baixo preço sem comprometer a qualidade; comprar a mercadoria certa para cada tipo de cliente (pra quem comprar?); comprar a mercadoria que oferece a melhor margem e/ou maior rotatividade, proporcionando uma boa rentabilidade no ato de vender.

Um dos problemas existentes na atividade de Suprimentos é o de garantir fontes de confiança para o fornecimento de matéria-prima e de outros materiais. O conhecimento, por parte da empresa, de seus fornecedores, é condição primordial para um bom desenvolvimento das atividades de compra. Um bom fornecedor entregará a quantidade solicitada no tempo prometido, no preço combinado e com qualidade satisfatória. Em resumo, em uma empresa moderna e bem dirigida, a responsabilidade pelas compras acha-se claramente assinalada, e há planos e diretrizes pré-estabelecidos, de modo a garantir a melhor utilização possível dos fundos que lhe são destinados.

Qualquer atividade no comércio e na indústria é desenvolvida e concentrada basicamente em quatro variáveis de atividades: maior margem sobre os custos das mercadorias; o aumento das vendas; a diminuição dos excessos de estoque; e a redução das despesas operacionais. no entanto, as operações de compras podem ser sistematizadas, através de passos bem-definidos, conforme a descrição a seguir:

Para quem comprar?

Deve existir uma definição do segmento de mercado ou do tipo de cliente para quem nós vamos comprar.

O que comprar?

Há compras de simples reposição de estoque (básico) e compras de novidades (de estação e de modas).

De quem comprar?

Todo fornecedor merece seu crédito, mas não custa fazer um pequeno estudo de verificação de sua capacidade técnica. Todo fornecedor deve ser capaz de suprir o material e/ou matéria-prima desejados na qualidade exigida, dentro do prazo estipulado e conforme preço combinado. Ou seja, deve procurar as condições que possam ser as mais vantajosas para a empresa. Para isso, é conveniente manter um pequeno cadastro de fornecedores no qual conste sua razão social completa, endereço, telefone, CGC, Inscrição Estadual, contatos, artigos e mercadorias que vende. Também não custa manter uma pasta organizada sobre catálogos e boletins técnicos, sobre os artigos que os fornecedores possuem. Assim, poderemos pesquisar os artigos de que necessitamos com eficiência e rapidez.

Quando comprar?

As compras, dependendo do ramo, do tamanho, do seu grau de desenvolvimento e localização, são realizadas durante todo o ano. Mas algumas são intensamente afetadas pela moda e pela sazonalidade, e o maior esforço se concentra no início das estações, quando os vendedores e representantes visitam as empresas identificando as novidades. Para a indústria, ao simples indício de ponto de um novo pedido deverá ser dado início ao processo de novas compras quando da produção para o estoque. Quando da produção sob encomenda as compras devem ser realizadas em função dos pedidos em carteira ou de concorrência ganha.

Quanto comprar?

A primeira preocupação do comprador é: devo comprar maior quantidade e menor variedade, ou maior variedade e menor quantidade? Como instrumento de apoio, o comprador poderá se basear nos parâmetros mínimos e máximos. Em síntese, a operação depende da especialização do estabelecimento, da necessidade do mercado e do comportamento da concorrência, pois a situação é cada vez mais imprevisível. Enfim, levando-se em conta o alto custo do dinheiro, parece-nos mais acertado, como regra geral, não estocar em demasia, a não ser que se disponha de capital suficiente para isso (dinheiro disponível acima da necessidade de giro).

Que preço devo pagar?

Para os artigos cujos preços variam pouco, as compras devem ajustar-se estritamente às necessidades previstas e não se deve comprar mais do que a quantidade necessária, mais um pequeno excesso como margem de segurança para o caso que haja uma súbita interrupção por parte do fornecedor. Pode-se, também, comprar eletronicamente (eletronic data interchange). Essa forma de comunicação e transação liga a empresa aos seus clientes, fornecedores, transportadoras, bancos etc. Tem como principais vantagens: rapidez, segurança e precisão no fluxo de informações. Reforça o conceito de parceira, facilita a colocação de pedidos, além de reduzir significativamente os custos.

CAPA

Estratégia Empresarial nos Serviços Logísticos

Na busca da qualidade dos serviços logísticos é necessário definir a estratégia da organização. A estratégia empresarial define o posicionamento da empresa em suas relações com setores da sociedade e de seu ambiente de negócios que são fundamentais para manutenção e crescimento de suas atividades, constituindo-se em diretrizes para as decisões tomadas no dia a dia. Estabelecer estratégias é evitar improviso e a intuição, é andar lado a lado com as mudanças, as transformações do meio ambiente social, político, tecnológico e econômico.

Para estabelecer estratégia é preciso analisar as oportunidades e ameaças que o ambiente, na qual a empresa está inserida oferece, identificar as debilidades e fortalezas da organização para segurar as oportunidades e combater as ameaças, ou seja, é necessário identificar a situação atual da empresa e a partir dela projetar uma situação futura. Definições claras de Visão de Futuro, Missão, Negócio, Produtos e Serviços, iluminam o futuro da organização.

Colocar em pratica todas estas definições exigem liderança, conhecimento do ambiente e do ser humano, atenção às mudanças e, antes de tudo, QUERER.

  • Visão de Futuro

É onde a empresa quer chegar, que tipo de empresa desejamos tornar-nos, é o que queremos que as pessoas falem de nós como resultado do nosso trabalho. Ao estabelecer a visão de futuro não esquecer de perguntar: de que modo a minha visão representa os interesses de nossos clientes e os valores que devemos preservar? Prever o ambiente futuro em que a empresa se situará, deve ser exercício de rotina nas empresas. A matéria prima desse exercício é a informação. Estar bem informado é condição essencial no mundo dos negócios. É recomendável ao estabelecer a visão de futuro expressar a relação de tempo. Na maioria dos casos a visão de futuro é estabelecida para os próximos 3 a 5 anos.

  • Princípios e Valores

É o que a empresa acredita e pratica. Podemos citar como exemplo a satisfação do cliente, participação social, consciência ambiental entre outras. Os princípios não se decoram, eles são entendidos, aceitos e praticados independentemente da missão.

  • Missão

A missão orienta e delimita a ação da empresa, definindo o que ela se propõe. É ela que exprime a razão de sua existência. Uma boa definição de missão deve contemplar clientes finais, intermediários, e internos, fornecedores, a sociedade, todos aqueles que estão envolvidos com as atividades da empresa. Tudo que a empresa fizer ou criar deve ser para cumprir a missão. Vejamos alguns exemplos:

  • Satisfazer as necessidades de energia da humanidade (SHELL OIL)
  • Realizar sonhos, vendendo móveis e eletrodomésticos “barato e fiado” (Armazém Paraiba)
  • Fornecer as melhores soluções em Serviços Logísticos com qualidade e produtividade, garantindo diferencial competitivo para as partes interessadas e melhorando continuamente os resultados, através do engajamento de colaboradores, parceiros e fornecedores (Transportadora Bitury)
  • Negócio

É a orientação especifica de atividade empresarial da organização; aquilo que ela explora para atender às necessidades do cliente. A definição de negócio é necessária para que o pessoal da empresa tenha visão e compreensão comum, unidade na direção dos esforços e investimentos. A empresa pode ter visão estreita ou ampliada. Ex.: vendemos Tintas (estreita) – atuamos no mercado de revestimentos (ampliada); vendemos guaraná (estreita) – vendemos refrigerantes (ampliada).

  • Produtos/Serviços

Os produtos que as empresas comercializam são, na verdade meios pelos quais os clientes satisfazem suas necessidades, desejos e possibilidades. Um cliente não compra produto ou serviço, ele compra a satisfação de suas necessidades.

Um cliente com necessidade de comer procura um produto alimentício que satisfaça a essa necessidade. Na logística o diferencial competitivo está exatamente na velocidade da entrega dos produtos adquiridos pelos clientes.

Uma das estratégias logísticas de uma empresa de varejo de médio porte com lojas em shopping e lojas nas ruas foi durante a pandemia de 2020, implantar de forma rápida o seu e-commerce para manter a carteira de clientes. Tal fato permitiu a mesma manter o nível de faturamento. O grande diferencial foi a rapidez das entregas aos clientes num raio de 200km. Pedidos recebidos até as 10 horas da manhã foram entregues no máximo no dia seguinte às 15 horas. Ser proativo é fundamental na hora de implantar estratégias, não podemos ficar esperando que os concorrentes mudem para depois mudar. Quem parte na frente leva vantagem competitiva.

 

CAPA OS CAMINHOS DA MERCADORIA POR CABOTAGEM

Os caminhos de mercadorias por cabotagem

O transporte marítimo desempenhou um importante papel na história econômica do Brasil, seja em face lenta evolução de comunicações terrestres, seja em função da grande relevância com que as exportações sempre se colocaram para o país como fonte de recursos. Nossa marinha mercante nunca foi compatível, no entanto, com essa importância. É considerado um modal estratégico num país que dispõe de uma extensa costa navegável. As principais cidades, polos industriais e grandes centros de consumo concentram-se próximo ao litoral. Os principais produtos são combustíveis, minério de ferro e cargas gerais. Fora da navegação de cabotagem, participação de navios no movimento comercial foi frequentemente muito pequena com relação aos barcos de bandeira estrangeira. Esse quadro negativo foi objeto de modificações, desde que na década de 50 na medida que se imprimiu um novo impulso à indústria de construção naval brasileira. Na época o Brasil assumiu posições mais firmes no âmbito internacional, passando a reivindicar uma participação mais efetiva na distribuição dos fretes de mercadorias negociadas com o exterior. Mas, os técnicos não deixaram de colocar cruamente o dilema: ou tomam providências imediatas para o desenvolvimento do setor, de acordo com as necessidades globais do país ou é fatal a substituição quase total da cabotagem por meios alternativos de transporte, embora mais onerosos. Realmente tinham razão. No computo geral, de 1962 à 1973 o volume global transportado passou de 9,6 milhões de toneladas para 13,9 milhões. Os números mostravam que o panorama real, além do crescimento insignificante, se comparado com o do transporte rodoviário, uma fantástica soma de problemas, que vão das deficiências portuárias aos custos operacionais, da inadequação da frota a morosidade da estiva. Em 30 de junho de 1971, a frota mercante brasileira totalizava 356 navios de mais de 100 toneladas sendo 98 navios de longo curso, navios de cabotagem 122 navios e destinados à navegação interior 136 embarcações. Sua capacidade total, na mesma data, alcançava a soma de 2.433.458 toneladas de peso bruto, sendo 1.900.581 disponíveis para as viagens de longo curso, 482.202 para a cabotagem e 50.675 para as linhas interiores. Segundo a Associação Brasileira dos Armadores de Cabotagem ABAC aponta que nos últimos 10 anos a cabotagem vem crescendo num ritmo acelerado. No período foram adquiridos cerca de 20 embarcações registradas com bandeira brasileira, com investimento de R$ 3,5 bilhões. Em 2018 foram movimentados mais de 1 milhão de TEU´s pela costa brasileira. Existe a expectativa de crescimento de 35% na movimentação de contêiner por cabotagem. Hoje a cabotagem representa 11% da matriz de transportes brasileira e tem crescido em média 10% ao ano. Aprovado na Câmara e em tramitação no Senado, o Projeto de Lei 4.199/2020, novo marco legal da cabotagem, o BR do Mar. Proposto pelo Ministério da Infraestrutura, o Projeto Lei leva o nome BR do Mar, em alusão à nomenclatura das rodovias federais, pretende aumentar a competitividade do setor ao estimular a utilização do modal marítimo para o transporte de cargas entre longas distâncias, maximizando o uso dos 8,5 mil quilômetros de costa brasileira. A proposta não é perfeita, mas é melhor que a regulação atual. O marco regulatório anterior, que impediu o crescimento da cabotagem, foi o atrelamento da indústria naval à prestação dos serviços. Todas as políticas no passado foram montadas em cima desse dois setores, ignorando que têm necessidades completamente diferentes. O que está por traz do BR do Mar é reduzir custo Brasil. Tornar o país mais competitivo e dar melhor distribuição para a matriz de transporte, usando o modal rodoviário para pequenas distâncias, o ferroviário para as médias e o aquaviário para as longas. O texto em tramitação, tem como finalidade aumentar a oferta de frota permanente no país autorizando a empresa brasileira a afretar, proporcionalmente à sua frota própria, embarcações estrangeiras para serem mantidas aqui.

15 - CAPA 03.08.2021 - SERVIÇOS LOGÍSTICOS PARA AUMENTAR A COMPETITIVIDADE

SERVIÇOS LOGÍSTICOS PARA AUMENTAR A COMPETITIVIDADE

No seu livro, Eu e a Sony, Akio Morita conta que um americano e um japonês estavam caçando, quando aparece um leão. De imediato o japonês tira sua bota de safari e calça um sapato tênis. O americano vendo aquele fato começou a caçoar do japonês perguntando: Você pensa que vai correr mais do que o leão?

O japonês respondeu: Não quero correr mais que o leão, quero correr mais do que você.

“Sobrevivência do mais apto”. Se pudéssemos sintetizar a mensagem acima, seria esta frase.

No cenário empresarial contemporâneo, só irá sobreviver aquela empresa dominada de pessoas com visão empresarial. Estamos vivendo a era da velocidade e da profissionalização. Velocidade no sentido de se adequar às mudanças do ambiente. Profissionalização no sentido da capacitação de pessoas para atender as exigências do mercado.

Ao falarmos de nível de profissionalização, nenhum é mais importante do que o esforço voltado para a melhoria da qualidade nos serviços logísticos, principalmente no atendimento aos clientes. As empresas que quiserem sobreviver terão que desenvolver uma estratégia de serviço e atendimento competente e uniforme, que transmita ao cliente uma imagem de valor e partir na frente das demais.

Atualmente, o profissional de logística tem como tarefa primordial colocar em prática a estratégia de atrair o cliente, torná-lo fiel e expandir negócios com ele, estabelecendo vínculos duradouros e lucrativos. Desde o tempo dos conquistadores Vikings, nunca houve uma procura tão obstinada, como a que ora presenciamos, pelo objetivo desafiador da “vantagem competitiva sustentável”.

Então, nesse clima econômico rigoroso contemporâneo, os negócios priorizam as estratégias que criam lealdade de longo prazo entre empresa e cliente. O reconhecimento de que o bom relacionamento com o cliente é a chave para os lucros a longo prazo, trouxe consigo a compreensão da importância crucial da prestação de serviço cada vez melhor. Por conta da atual realidade mercadológica, em que os clientes enxergam pouca diferença entre as características físicas ou funcionais dos produtos, é através dos serviços prestados que cada empresa faz a sua diferença.

Ao mesmo tempo, estamos aprendendo que um serviço eficaz ao cliente não se consegue somente através de empregados motivados, embora isto seja um pré-requisito, mas através de sistemas que permitam uma “entrega” consistente do chamado Pacote de Serviços.

Para obter vantagens competitivas, as empresas devem agregar valores, através da gestão dos serviços logísticos, seja pela implementação do pensamento estratégico, seja criando diferenciais pelo atendimento. Portanto, as organizações devem encarar a gestão dos serviços logísticos como parte fundamental de sua estratégia.

A realidade contemporânea da economia internacional, não mais permitirá que as empresas de qualquer setor, busquem ocultar sua falta de produtividade através dos ganhos financeiros especulativos. A globalização da economia criou as necessidades citadas: das empresas estarem aptas a produzir produtos e prestar serviços com qualidade, de forma a satisfazerem a nova classe de consumidores emergentes, se tornando capazes de competir globalmente.

Hoje, os dirigentes da empresa precisam compreender os fatos políticos, tecnológicos, econômicos e sociais que ocorrem não só no Brasil, como também no mundo e a sua repercussão na economia mundial. A convergência de interesses cada vez maiores entre nações e a dependência, também crescente entre elas, levam à necessidade de os executivos estarem devidamente informados, para além de captar, compreenderem o que ocorre cotidianamente por todo o planeta; realidades mundiais que iniciam há alguns anos e projetam-se para o futuro.

Aqueles empresários, infelizmente poucos, que estavam atentos e conseguiram captar as grandes tendências, estão hoje num patamar superior e as suas empresas são líderes de mercado, basicamente por possuírem QUALIDADE E PRODUTIVIDADE e em consequência COMPETITIVIDADE.

Prepara seus colaboradores para ajudar no desenvolvimento da organização é uma das principais responsabilidades dos empresários, principalmente aqueles de pequeno porte. Para ajuda-los nesse papel as empresas podem contar com a Focus Trigueiro e PME Academy, onde de forma rápida e com pequeno investimento, podem preparar seus gestores para um futuro repleto de mudanças rápidas.

 

14 - CAPA 27.07.2021 - LOGÍSTICA NO BRASIL - FERNANDO TRIGUEIRO

LOGÍSTICA NO BRASIL

Logística no Brasil

Um dos grandes gargalos que precisa ser superado para o plano de desenvolvimento do Brasil é a questão logística. Apesar da importância da movimentação e armazenagem de bens e informações, o setor ainda vive um atraso que acaba encarecendo os custos dos produtos. Durante uma palestra em João Pessoa, conversamos sobre os desafios da logística em busca da excelência, especialmente no Nordeste. O maior problema do setor é a falta de mão de obra capacitada, o que está colaborando para que grandes empresas tragam do exterior seus gestores. Na comparação com outros países “estamos atrasados 30 anos”.

A seguir alguns tópicos abordados na palestra e que vale uma reflexão:

Por que a logística é tão importante para destravar o desenvolvimento do Brasil?

Onde houver movimento e armazenagem de bens e informações, nós temos a logística presente. Então a logística hoje, começa dentro do ambiente domiciliar até as grandes corporações. Infelizmente, o pessoal tem aquela ideia que logística é só a entrega de produto ao cliente. Hoje, o problema é a cadeia de suprimentos como um todo. Do fornecedor em uma ponta até o cliente na outra. É isso que temos que gerenciar.

É possível gerenciar com excelência a logística?

É possível, desde que haja mão de obra capacitada. A falta de pessoal capacitado é um dos grandes calos hoje, principalmente na área de Gestão. Temos muita mão de obra operacional. Grandes organizações estão se instalando na Região Nordeste. Na fronteira entre a Paraíba e Pernambuco temos a JEEP, a Fábrica Brasileira de Vidros Planos e as fábricas de cimento com muita mão de obra operacional, mas os gestores estão vindo de fora, e com isso, estão tirando o emprego do pessoal do nordeste.  Pura falta de capacitação. Por isso as universidades estão correndo atrás para tirar o prejuízo, oferecendo cursos de MBA em Logística e treinamento e agora a PME Academy com cursos de excelência para os gestores.

E a infraestrutura? O que precisa ser feito pelo Poder Público?

Na área da infraestrutura, precisa ser feito algo principalmente em relação à infraestrutura externa. Existem dois lados, a infraestrutura interna – os empresários estão se mexendo, mas ainda muito devagar, e a infraestrutura externa. Por exemplo, nós temos área marítima e não se usa a cabotagem ( transporte marítimo ao longo da costa de um mesmo país), o que reduziria os custos de frete tremendamente. Usa-se a cabotagem, em apenas 3% do transporte logístico no Brasil. Para o que se vê lá fora é nada. Hoje, o que predomina é o transporte rodoviário tremendamente oneroso devido principalmente as más condições das estradas, aumentando muito o tempo de entrega de produtos. Outro gargalo é a questão ferroviária. A Transnordestina está aí parada. Temos um país de dimensão continental e sabemos que o ideal seria uma integração através de ferrovias. Se a gente consegue integrar, os produtos chegarão ao seu destino muito mais baratos. Temos que fazer planejamento em longo prazo, 15, 20 anos. Se a gente fizer isso e conseguir a integração, ninguém segura este país.

Pesquisa recentes feita pela ANELOG (Associação Nordestina de Logística), verifica-se que o custo da cadeia logística representa em média 30% do faturamento das empresas. Quando a gente começa a comparar com o próprio Brasil as regiões Sul e Sudeste, já cai para metade, em torno dos 15%. Quando a comparação é feita com os Estados Unidos cai para 10%, na União Europeia e nos Tigres Asiáticos 9%. Ou a gente aumenta nossa eficiência ou vai ser engolido, principalmente pelas empresas que estão chegando aqui já com uma estrutura interna excelente, mas que terão os mesmos percalços que barram a estrutura externa.

O que é mais urgente para se chegar à excelência na logística brasileira?

Em um país de dimensão continental como o Brasil, construir ferrovias para integrar com outros meios de distribuição principalmente com os modais rodoviários, será uma solução. A integração é fundamental. É o que a gente chama de multimodalidade. Outra alternativa será a preparação urgente da mão de obra gestora, para tomada de decisões em tempo real baseado em fatos e dados concretos.